sábado, julho 10, 2004

Realidade


10.07.04

No contentamento algo de eterno se activa. No descontentamento o processo de dissociação do Todo eterniza-se... Tudo começa no escolher estar alegre ou não. Ser alegre... o que é essa qualidade? Uma imagem: é o mesmo que, depois de se desenhar algo colorido, se preencher os espaços ainda existentes, mas invisíveis, de Amarelo! O mesmo desenho transfigura-se e ao olhá-lo apetece sorrir. O processo consiste apenas em acrescentar um pó mágico na mesma matéria que sempre nos circunda.

Então e porque é que nos sentimos tristes, desamparados, depressivos, isolados, separados, como é que tal é possível se existe esse pó sempre disponível?
Tudo se inicia no descontentamento de ver a matéria como um ser não-vivo, como algo inerte, fixo que suporta (mas não pensamos o quê). Suporta-nos! Mas somos nós que a temos de vivificar, a matéria é o Grande Mistério da Criação, sem ela não existiria um progresso da vida numa escalada de qualidade em qualidade. O negro, o cinzento, essa escuridão que sentimos só existe à espera de receber esse pó que de amarelo se transforma em dourado, e que de qualidade em qualidade nos mostra cores que nem podias conceber de antemão.
O descontentamento... é não ver o sentido, é não ver a essência dos seres, da energia, das forças, da matéria... é estar cego para a Realidade que nos deixa sempre maravilhados e com vontade de jogar esta Lila Divina!

É fácil, então, entender porque poucos de nós ousam falar em Felicidade... se nem alegres conseguimos permanecer.... Felicidade é viver na Realidade, consciente da construção e criatividade envolvidas no quotidiano que vivemos. É perceber que o apoio (que nem Força da Gravidade) está sempre presente, mesmo que invisível. Felicidade é ser Amor encarnado e manifesto. É trazer a potência para Aqui de forma simples e inocente: é ser quem estamos destinados a ser por escolha individual e consciente passo-a-passo, para que possamos fruir o infinito que existe entre cada passada do caminho, que afinal é circular como um anel e acaba onde começa, e cada meio é um princípio e um fim dependendo do olhar!

“Contentamento, Alegria.... Felicidade!”

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